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terça-feira, 27 de outubro de 2015

CADA UM AMA COMO PODE!



Um texto de Adélia Prado, que eu não conhecia me chamou atenção na semana passada. Leio muita coisa desta autora que muito admiro, mas este texto eu não tinha lido ainda. Lembrei da minha mãe na hora em que o li... Ela tem um jeito de amar que é só dela. Sem carinhos físicos, sem palavras amorosas, sem declarações e gestos que possa externar todo amor que ela sente por nós, seus filhos, netos e bisnetos. O amor que ele tem ela declarou nas atitudes ao longo de nossa vida, somente isto! Mas...e precisa mais? Claro que não! Cada um tem seu jeito próprio de amar e demonstrar este amor! Vamos ao texto de Adélia:

“Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor"

Uma personagem põe-se a lembrar da mãe, que era danada de braba, mas esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha, para que ela fosse bonita pra escola.
Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.
É comovente porque é algo que a gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços são provas mais eloqüentes, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. Porém, há outras demonstrações mais sutis: Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Amigas colorindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas.
Quanto jeito que há de amar.
Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: "lembrei de você".
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