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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Fernando Pessoa no Museu da Língua Portuguesa





É a primeira vez que o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, tem uma exposição dedicada a um autor português. Depois de ter homenageado os brasileiros Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Machado de Assis, o museu alberga, desde terça-feira e até ao dia 30 de Janeiro de 2011, a exposição Fernando Pessoa: plural como o universo, um passeio pela vida e obra do escritor através de textos, imagens e vídeos.
O visitante vê-se reflectido em espelhos e com gestos faz com que poemas mudem nos ecrãs dentro de cabines onde se ouvem poemas. Querem que o visitante se envolva, tome parte, seja cúmplice, nem que seja só simbolicamente. É uma exposição interactiva: pretende-se que o visitante se envolva, tome parte, seja cúmplice, nem que seja só simbolicamente. “A viagem marítima é um leitmotiv da exposição”, explica por e-mail, a partir de São Paulo, Richard Zenith, especialista na obra do poeta e um dos curadores da mostra, juntamente com o académico brasileiro Carlos Felipe Moisés.
“Há o mar do livro Mensagem, o mar tão presente na geografia e na história portuguesa, o mar que tanto marcou a infância e a juventude de Pessoa (fez quatro travessias entre Lisboa e África do Sul) e o mar que é preciso navegar”, explica ao P2, lembrando que Pessoa rabiscou num pedaço de papel, reproduzido e exposto na exposição, uma frase isolada: “O mar é a religião da natureza.”
O azul é a cor predominante da exposição. Logo no início estão montadas cinco cabines dedicadas a Pessoa e heterónimos (Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Bernardo Soares) onde são projectados excertos de poemas. A sexta cabine, intitulada Eu sou muitos, é dedicada a outras personalidades literárias criadas pelo poeta. Nas cabines, se o visitante levantar os braços, o movimento é captado por um sensor, e os poemas mudam.
A cenografia da exposição é de Hélio Eichbauer – que fez uma brincadeira com o quadro de Almada Negreiros que retrata Fernando Pessoa a escrever ao lado da revista Orpheu. Recriou os objectos – a cadeira e a mesa – e pendurou-os no tecto. “Nosso propósito básico é levar Fernando Pessoa à vida do cidadão que não o conhece e que, portanto, encontrará uma linguagem acessível, e àqueles que já estão familiarizados com seus versos, que terão a chance de descobrir aspectos e conceitos novos”, considera Carlos Felipe Moisés
Quiseram igualmente que a exposição mexesse com o visitante, “que pusesse a sua “unidade” em causa, que o fizesse reflectir sobre o desafio pessoano de dar expressão à multiplicidade de desejos, pensamentos e formas de ser que habitam em cada um”, diz Zenith.
À medida que se percorre o espaço, encontra-se uma espécie de fotobiografia projectada na parede de um corredor (com reproduções de documentos inéditos); surgem dois vídeos em loop, com mostradores que expõem livros e revistas originais, e há ainda uma mesa de leitura, que incentiva o convívio e a discussão entre os visitantes.
“Há também um quarto de espelhos em que o visitante se vê reflectido e fragmentado em dezenas de pedaços enquanto ouve versos e frases de Pessoa que questionam a noção de um eu uno e coeso. Esta frase, por exemplo, do Livro do Desassossego: “Conhece alguém as fronteiras à sua alma, para que possa dizer – eu sou eu?”"
Um fac-símile do original de Mensagem que Pessoa entregou à tipografia (e que está actualmente à guarda da Biblioteca Nacional) está projectado sobre uma mesa com as imagens das páginas muito aumentadas. Quando se passa a mão por cima do canto inferior das páginas, folheia-se o livro virtual. Há um pêndulo ao pé da imagem do quadro de Nuno Gonçalves e poemas são projectados em dois tanques de areia. Dois vídeos são projectados como se fossem janelas. Um deles, de Carlos Nader com argumento do poeta Antônio Cícero, mostra pessoas a recitar Pessoa no meio da multidão. O segundo mostra uma imagem do mar, sempre em movimento, tirada do filme Limite, de Mário Peixoto.
(publicado no caderno P2, do jornal PÚBLICO no dia 27 de Agosto de 2010)


Um abraço a todos!


 

JUIZ;UMA SENTENÇA QUE PODERÁ TRANSFORMAR A VIDA DE HACKERS


Eis aí uma notícia digna de ser postada!
Juiz acredita que uma medida eficiente para a reintegração social é o acesso à cultura.
Veja abaixo:

"Ruan Tales Silva de Oliveira, 23, Paulo Henrique da Cunha Vieira, 22, e Raul Bezerra de Arruda Júnior, 30, são acusados por furto mediante fraude pela internet. O juiz do caso, Mário Jambo, concedeu-lhes liberdade provisória, mas impôs algumas condições. Os acusados devem ler obras clássicas da literatura brasileira, entre outros 11 itens.

O advogado de Ruan Tales, Jeferson Witame Gomes Júnior, diz a Terra Magazine que ter "acesso à cultura" é uma medida eficiente de reintegração social:

- O sistema carcerário brasileiro é falido, não ressocializa, não regenera. Obrigá-los a ler é uma forma de fazer com que os jovens possam ter acesso à cultura e rever seus princípios, tomar um novo rumo na vida.

Segundo o juiz, "uma sentença criminal só tem legitimidade a partir do momento que ela tem força transformadora. Não é na toga que está a legitimidade e autoridade da sentença criminal. É na sua utilidade transformadora"...continua em:

Se a moda pega, creio que muito bandido se transformaria em gente de bem.
Meus parabéns ao Juiz Mario Jambo pela brilhante idéia!
Que ela possa ser copiada e aplicada como pena alternativas...

Boa semana!



CHUPA ESSA MANGA CHÁVEZ!!!


Finalmente saiu o resultado tão esperado pelo povo venezuelano. Chávez já não pode "mandar" sozinho e absoluto. Agora Venezuela tem oposição. Veja aqui:

"O governo do presidente Hugo Chávez conquistou a maioria das vagas nas eleições para o Parlamento realizadas no domingo, mas perdeu a maioria qualificada, o que levará à base governista na Assembleia Nacional a ter de negociar com a oposição a aprovação de projetos de leis.

De acordo com o Conselho Nacional Eleitoral, o partido governista PSUV conquistou 90 cadeiras das 165 em disputa. A oposição, por sua vez, ficou com 59 vagas, mais de um terço das composição da Casa. O partido dissidente do chavismo, PPT, obteve duas vagas.

Ainda estão por ser contabilizados os votos de outros sete postos que ainda devem ser anunciados nesta segunda-feira. A participação dos eleitores foi de 66,45%, uma das mais altas da história para eleições legislativas.

"Nós alcançamos um importante resultado eleitoral, mas não foi possível conseguir os dois terços. Temos por enquanto 95 deputados, uma maioria contundente", afirmou o dirigente do PSUV Aristobulo Isturiz, diante de milhares de simpatizantes do governo, que pediam a presença de Chávez e esperavam o anúncio de uma vitória mais ampla. O presidente venezuelano, porém, não apareceu.

"A meta não foi alcançada, mas esse esforço nos reafirma como a primeira força política do nosso país", afirmou Isturiz, em um brevíssimo discurso.

Twitter
Minutos depois, Chávez escreveu em seu perfil no twitter: "Socialismo bolivariano e democrático. Devemos continuar fortalecendo a revolução. Uma nova vitória do povo, parabéns", escreveu o presidente.

Apesar disso, os resultados não correspondem às expectativas do governo, que horas antes, extra-oficialmente, comemorava a conquista de pelo menos dois terços da Assembleia Nacional. O governo buscava manter a maioria absoluta na casa, de pelo menos dois terços das cadeiras do Parlamento, para poder avançar com as reformas do projeto da revolução bolivariana, sem ter de negociar com a oposição.

O resultado é uma "derrota" para governo, na opinião do analista político Javier Biardeau, professor da Universidade Central da Venezuela. "É uma derrota política que aponta mudanças no perfil político com que se vinha governando", afirmou.

"É um dos piores cenários para o governo. Voltamos a uma conjuntura semelhante à de 2002", quando a Venezuela viveu o auge da crise política que derivou no golpe de Estado de abril daquele ano, afirmou Biardeau à BBC Brasil.

O porta-voz da coligação opositora MUD, Ramón Guillermo Aveledo, disse que o eleitorado opositor "deverá crescer" nos próximos dois anos, antecipando a disputa para as eleições presidenciais de 2012. "O que ficou demonstrado é que o país tem uma alternativa que se formou graças à convergência e à unidade de gente muito diferente", afirmou.

A oposição não possuía representação no Parlamento venezuelano desde 2005, quando decidiu retirar suas candidaturas na última hora e optou por não concorrer às eleições, alegando supostas irregularidades no processo eleitoral, que não foram comprovadas posteriormente. Desde então, a Assembleia Nacional é governada por maioria governista qualificada".

fonte: www.terra.com


Parabéns ao venezuelanos que prezam a verdadeira democracia e liberdade!
O povo só reagiu quando os resultados econômicos chegaram em seus bolsos.
O povo (não pensante) brasileiro também, só acordará quando sentirem na pelo, ou melhor no bolso, os resultados de uma governo mal intencionado e corrupto.


Uma ótima semana a todos




 
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