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terça-feira, 9 de março de 2010

A História da rã (que não sabia que estava sendo cozida)

Recebi este mensagem de uma amiga em pps, e estou
repassando porque é um texto que nos leva a refletir
sobre diversos aspectos de nossa vida atual. Espero que gostem.
Imagine uma panela cheia de água fria na qual nada, tranquilamente, uma rã.
Acendeu-se um pequeno fogo por baixo da panela e a água foi aquecendo lentamente.
Pouco a pouco a água foi ficando morna e a rã, achando-a muito agradável, continuou a nadar. No entanto a temperatura da água continuou a subir...
A água começou a ficar mais quente do que a rã podia aguentar; ela começou, então, a sentir-se cansada mas, mesmo assim, continuou a nadar... Agora, a água estava realmente quente e a rã começou a achá-la desagradável... mas já estava muito debilitada para tomar uma decisão. Tentou, então, adaptar-se!...
A temperatura continuou a subir... a rã, incapaz de reagir, acabou por morrer cozida.

CONCLUSÃO:

Se a mesma rã tivesse sido lançada diretamente à água a uma temperatura de 50 graus, numa reação de defesa, com um golpe de pernas, teria saltado imediatamente para fora da panela.

Isto mostra que, quando uma mudança acontece lentamente, escapa-se à nossa consciência e não desperta, na maior parte dos casos, qualquer reação, oposição ou, até, revolta.

Se olharmos para o que tem acontecido na nossa sociedade desde há algumas décadas, podemos ver que estamos a sofrer uma lenta mudança no nosso modo de viver, para a qual nos estamos a acostumar.

Uma quantidade de coisas que nos teriam feito horrorizar há 20, 30 ou 40 anos, foram pouco a pouco sendo banalizadas e, hoje, apenas incomodam ou deixam completamente indiferente a maior parte das pessoas.

Em nome do progresso, da ciência e do lucro, são efetuados ataques contínuos às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver; efetuados lentamente, mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, agora incapazes de se defenderem.

As previsões para o nosso futuro, em vez de despertar reações e medidas preventivas, apenas prepararam psicologicamente as pessoas a aceitarem algumas condições de vida decadentes, aliás, dramáticas.

O martelar contínuo de informações pelos mídia, satura os cérebros que acabam por não poderem distinguir as coisas...

Quando eu falei pela primeira vez destas coisas, era para um Amanhã. Agora, é para HOJE!!!

Consciência ou cozido... é preciso escolher!



Então, se não está como a rã, já meio cozido, dê um saudável golpe de pernas, antes que seja tarde demais!

 NÓS JÁ ESTAMOS MEIO COZIDOS... OU, TALVEZ, AINDA NÃO!!!


Olivier Clerc, nesta sua breve história, através da metáfora, põe em evidência as funestas consequências da não consciência da mudança que infecta a nossa saúde, as nossas relações, a evolução social e o ambiente.

Olivier Clerc, nasceu em 1961 na cidade de Genebra, na Suíça. É filósofo, escritor, editor, tradutor e conselheiro editorial especializado nas áreas de saúde, desenvolvimento pessoal, espiritualidade e relações humanas. É também autor de "Médecine, Religion et Peur" (1999) e "Tigre et l’Araignée: les deux visages de la violence" (2004).



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