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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Abra bem os olhos da alma para ver “Avatar”




http://anuncio.clicrbs.com.br/RealMedia/ads/Creatives/default/empty.gifApós o fracasso da Conferência do Clima em Copenhague e no início do Ano da Biodiversidade,este filme, que só assisti recentemente,  é um brado de alerta sobre nossa péssima relação com a natureza. O filme apresenta uma poderosa mensagem ecológica: o homem precisa restabelecer sua conexão com a natureza,  e de respeito ao próximo, homem, animal ou floresta, igual ou diferente de nós.

Planejado e dirigido pelo diretor James Cameron, há 15 anos, Avatar teve uma nova tecnologia de efeitos especiais criada para sua filmagem, realizada em 3D. O espectador é  praticamente transportado para a lua Pandora, habitada pelo povo Na’vi, um universo de experiências sensoriais encantadoras, com seres de formas diferentes, cores reluzentes e uma natureza exuberante. As fotos são belíssimas.
Avatar,  propõe uma discussão pertinente sobre o futuro do nosso planeta, a Terra. Expõe  o lado perverso do ser humano, mostrando até onde o homem é capaz de chegar para obter ganhos econômicos. Com a Terra arrasada pelo desmatamento inconseqüente da Amazônia, o degelo dos pólos, etc., segue-se a colonização de outros mundos. Ao mostrar nossa mesquinhez, o filme pretende atingir o que ainda resta de consciência ecológica em seu público.

“O nome da lua, Pandora, é significativo. Na mitologia, Pandora, a primeira mulher criada por Júpiter, recebe dos deuses presentes em forma de dons, como beleza, persuasão e música. Entregue em casamento a Epimeteu, irmão de Prometeu (que roubou o fogo do céu para criar o homem), recebeu do marido uma caixa contendo todos os males, com a advertência de não abri-la. Mas a curiosidade foi maior, e Pandora abriu a caixa, liberando pragas que atingiram o homem, restando apenas a esperança. Pandora não cuidou de sua caixa, e nós não estamos cuidando do nosso planeta. Avatar nos adverte: a Terra é nossa caixa de Pandora. Se não soubermos preservá-la, será o nosso fim".
 (ELENITA MALTA PEREIRA Historiadora, mestranda em história pela UFRGS, com estudo sobre o ambientalista Henrique Roessler).

Este filme nos leva a questionar a vida das grandes cidades, nas quais sofremos as consequências do mau planejamento urbano, do trânsito, dos temporais, etc. Até que ponto vale a pena uma vida cheia de confortos se para isto sacrificamos o que temos de mais precioso que é a natureza? O filme nos mostra que mesmo as sociedades tidas como “primitivas”, até mesmo “selvagens”, têm sabedoria, e, geralmente, uma ligação com a natureza muito mais rica do que a nossa.
 
Somos todos responsáveis pelo sistema econômico falho, excludente, perverso – que, apesar da recente crise, surpreendentemente permanece o mesmo – que, visando ao lucro e ao crescimento ilimitado, coloca a natureza como um detalhe; na verdade, uma pedra no sapato para atingir o “desenvolvimento”.Somos os únicos culpados porque elegemos os mesmos crápulas que aprovam projetos que vão destruir nosso solo. O que nos falta, como mostra Avatar, é envolvimento político e social. Trata-se de abandonar nossos preconceitos, aprender a conviver e respeitar o outro, encará-lo como igual, alguém com quem podemos trocar experiências.
 Acabamos de sair da mais importante conferência realizada até hoje sobre as mudanças climáticas. Vimos que os interesses econômicos dos países, principalmente das grandes potências, minaram qualquer possibilidade de acordo.
Políticos como Marina Silva que luta pela preservação da natureza e do meio ambiente, ou aquele que se preocupa com a educação do nosso país não estão na preferência do povo, mas querem eleger pessoas gananciosas, inescrupulosas que não hesitarão em destruir nosso solo em troca de vantagens pessoais e projeção internacional.
Estamos cada vez mais desconectados com a teia da natureza, preocupados em ganhar dinheiro custe o que custar. Só damos o nosso voto àquele que mente melhor, que promete mais e que (ainda que duvidoso) aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenções de votos.
 Não nos importamos em alterar nossos hábitos de consumo, extremamente danosos aos recursos naturais, e, muito menos, mudar nossa matriz energética altamente poluente. Mesmo que o preço seja a vida dos que ainda não nasceram ou até mesmo dos oceanos, das árvores e dos animais, continuamos a destruir o solo sagrado que nos sustenta.
Quem estiver interessado em maiores informações a respeito deste assunto, acessem o site da Marina Silva:

Uma boa semana a todos!




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