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segunda-feira, 8 de março de 2010

Minha homenagem a você, Mulher.

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O dia Internacional da Mulher é comemorado hoje, dia 8.  Em diversas sedes da ONU e em quase todas as instituições espalhadas pelo mundo inteiro haverá homenagens e outras atividades referentes a este dia. Transcrevo a seguir alguns trechos da programação da ONU sobre esta data:
“Na sede da agência da ONU para refugiados, em Genebra, foi transmitido um pequeno vídeo no qual funcionários homens e mulheres falam sobre os direitos da mulher e a igualdade de gênero. Outros escritórios do ACNUR em diversos países também desenvolveram atividades para celebrar o Dia Internacional da Mulher. [...] Em situações de deslocamento forçado, ninguém está livre de privações e violência, mas as mulheres e as meninas sofrem desproporcionalmente. A violência e, particularmente, a violência sexual e baseada no gênero (SGBV, na sigla em inglês), é uma das características que definem os conflitos contemporâneos”, afirmou Guterres em mensagem especial dirigida aos funcionários da agência”, (http://www.acnur.org).
“Em mensagem para o Dia Internacional da Mulher, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo vibrante por direitos e oportunidades iguais aos dos homens, para o sexo feminino, através do mundo”. [...] “Quinze anos após o apelo à igualdade dos sexos, durante a Conferência Internacional de Pequim sobre as mulheres, realizada em 1995, Ban Ki-moon lamentou que "a injustiça e a discriminação das mulheres persistam”, ( http://br.noticias.yahoo.com).
Isto me leva a refletir sobre o aspecto da divisão dos gêneros humanos e do acentuado privilégio de apenas uma das partes. Se ainda não existe oficialmente uma organização que estipule uma data oficial para homenagear os homens (espécie humana do gênero masculino), isto implica em duas suposições: a primeira que homem não merece ser homenageado, e a segunda que ele já é homenageado os 365 dias do ano. Os governos são liderados pelos homens, as religiões e as grandes incorporações financeiras também, sem contar as artes, a medicina, a advocacia, entre outras, estão sob o domínio masculino. Muito se fala, mas pouco se faz de concreto para que a injustiça e o preconceito contra a mulher sejam eliminados.
Que esta data, oito (8) de Março, possa operar na mente de cada um, como um signo sinal, capaz de lembrar que: A mulher continua ganhando bem menos que o homem, apesar da sua jornada de trabalho ser bem maior. Que a Lei Maria da Penha, na maioria dos casos, só existe para preencher o Código Penal Brasileiro, com um monte de parágrafos e incisos, quando na prática, ela quase não funciona. Que tem países que permitem que crianças de 10 ou 11 anos se casem com homens que poderiam ser seus avôs. Que tem certas tradições que persistem em mutilar suas mulheres, só para privá-las dos prazeres sexuais. Eu poderia enumerar aqui milhares de ocorrências que estão ferindo os direitos da mulher em todas as partes do mundo, mas prefiro convidar a todos para uma profunda reflexão sobre o tema. E se eu pudesse através de meus pedidos, mudar o paradigma atual, eu pediria aos homens, que fazem as leis que, antes de elaborá-las estudem um meio de torná-las executáveis. Que eles não vejam as mulheres como possíveis adversárias, mas sim como colaboradoras e merecedoras de todo o respeito. E às mulheres eu pediria que, não se deixem ofuscar pela excessiva confiança dos homens. Lutem para adquirir auto-estima já que, o que sobra em um gênero, falta no outro. Eu pediria também para que as mulheres se respeitem mais e que se informe mais a respeito, para fazerem valer os seus direito.
Mulheres com autoconfiança não deixam nunca de tentar realizar seus sonhos em benefício dos sonhos dos outros. Mulheres que buscam o conhecimento, não se submetem aos caprichos masculinos, mulheres que conhecem as leis não desistem de lutar, e mulheres fortes não se deixam abusar por ninguém.
Um forte e caloroso abraço a TODAS as mulheres do nosso Planeta!




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