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domingo, 22 de agosto de 2010

A POLÍTICA, O POVO E O FALSO SILOGISMO.


De acordo com estudos cientificamente observados por Fleck (1986), “O coletivo de pensamento se compõe de indivíduos, entretanto, o indivíduo não tem nunca, ou quase nunca, consciência do estilo de pensamento coletivo, que quase sempre exerce sobre seu pensamento uma coerção absoluta e contra o que é sensivelmente impensável uma oposição”. Desta forma, o conhecer não se daria como um processo individualizado, mas fruto de uma atividade social que teria uma característica coercitiva, o mesmo que DOUTRINAÇÃO.

Fleck L. La genesis y el desarrollo de un hecho científico. Madri: Alianza; 1986.  



Coletivo de Pensamento ou Mente Coletiva, é o processo pelo qual a grande massa se deixa levar sem muitos questionamentos. Como a boiada se deixa levar pelos boiadeiros e seus ensurdecedores berrantes. 

No Brasil, como podemos facilmente constatar, o campo de conhecimento ainda tende para a DOUTRINAÇÃO. Isto é muito fácil de comprovar pelas pesquisas dos candidatos à Presidência da República atual. Doutrinar significa cercar o indivíduo, induzindo-o a pensar como o doutrinador. 

Quando um povo, em sua maioria, não tem capacidade de reflexão, é guiado sempre pela MENTE COLETIVA. A mente coletiva política no Brasil é estabelecida por uma ideologia de classe. Isto é altamente nocivo em nossa sociedade, uma vez que, impossibilita a experiência própria, deixando o cidadão sem alternativas de exercer seu livre arbítrio. 

Para que isto fique mais claro, usarei o critério sofista. A partir deste critério Aristóteles desenvolveu o chamado raciocínio silogista que consiste em propor um primeiro raciocínio, em seguida propor um segundo e, pelo método comparativo obter uma conclusão. No entanto, se a primeira proposição não for verdadeira, a conclusão é falsa. Mas, um povo que permite ser conduzido pela mente coletiva é fisgado facilmente pelos doutrinadores da classe ideológica. Desta forma, o indivíduo não consegue analisar a veracidade da primeira proposição e por uma questão de lógica argumentativa, aceita a conclusão como verdadeira. 

Ex: 
Primeira premissa: Quem chora é mulher. 
Segunda premissa: Meu pai chora. 
Conclusão: Logo, meu pai é mulher. 

Isto é um “falso silogismo”, pois como todos sabem, o choro é inerente a todo ser humano independente do gênero. 

A Campanha Política se vale do princípio da “indução”, afirmando uma mentira com argumentos “lógicos”, tornando o que é falso em verdadeiro. 

E assim, nosso povo, (aquele que não gosta de pensar) deixa-se levar pela intensa propaganda iniciada muito antes do tempo estabelecido pela lei, preferindo uma candidata sem qualquer qualificação, para governar o Brasil. 

É óbvio que a outra candidata não teria nenhuma chance nesta disputa. Ela é pobre, humilde e, sobretudo, não tem uma “máquina” de recursos de propaganda como tem o governo para, através de seus marqueteiros, com seus “falsos silogismos” convencer o povo de que ela poderia ser uma boa governante. 

Com o outro candidato não é diferente, associado como opositor do “falso mito” e ainda mais, sem nenhum carisma, tem caído nas pesquisas ultimamente, pelo menos por enquanto. 

Assim sendo, a massa não pensante juntamente a outros “beneficiados” ilegalmente, votam na candidata associada ao Presidente que eles aprovam, via método indutivo do falso silogismo: 

Primeira premissa: O atual Presidente convém aos meus interesses. 

Segunda premissa: A candidata indicada por ele fará tudo o que ele mandar. 

Conclusão: Logo, ela é a candidata ideal para continuar a satisfazer meus interesses. 

 Concluo este texto parafraseando Aristóteles: 

"Dizer a verdade é dizer que aquilo que é, é; e que aquilo que não é não é. Dizer uma falsidade é dizer que aquilo que é não é; e que aquilo que não é, é." 


Um bom final de domingo e

uma ótima semana!!!




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