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domingo, 25 de março de 2012

Canção das mulheres!


Este texto (abaixo) de Lya Luft me fez pensar sobre as mulheres que gostam de ser heroínas mas depois ficam reclamando que não são compreendidas. Conheço mulheres que desde sempre resolveram carregar a família toda nos ombros mas, num determinado ponto da vida, reclamam do excesso de responsabilidades e da ingratidão daqueles que a rodeiam...
Sou da opinião de que, desde o princípio da vida de casada, as tarefas devem ser divididas (quando a mulher trabalha fora). Tudo tem que ser devidamente esclarecido e, quando chegam os filhos, o casal precisa ensinar cada um a ter suas tarefas, como, arrumar a cama, ajudar com o lixo, com a louça, com a manutenção da casa. Infelizmente isto não acontece na maioria dos lares brasileiro, e o resultado é uma sobrecarga de trabalho, que fatalmente vai levar a mulher a uma estafa, física e mental. Depois não deve chorar o leite derramado.
Mas não é somente isto que complica a vida a dois. São também pequenos hábitos de ambas as partes que, se não forem discutidos e esclarecidos, vão acumulando em forma de mágoas e formando uma bolha enorme, pronta pra explodir a qualquer momento!
Enfim...Um relacionamento requer muito cuidado e muita consciência de que cada um foi criado de formas diferentes, em famílias distintas, sem contar as diferenças inerentes ao gênero humano. Os homens com suas peculiaridades e as mulheres com suas complicações. Um mais racional, o outro mais sentimental, um mais realista, o outro mais sonhador...
Vamos ao texto então:

CANÇÃO DAS MULHERES
"Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.



Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a ideia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo "Olha que estou tendo muita paciência com você!"
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bemm inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: "Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!"
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o utro não comente logo: "Poxa, mais um?"
Que se eu eventualmente perco a paciencia, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache lida e me admire.
Que o outro - filho, amigo, amante, marido - não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas um pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher."

Lya Luft


Beijos meu e, uma semana
de muita paz e realizações!





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6 comentários:

Célia Rangel disse...

Parceria, transparência e respeito às individualidades alicerçam todo e qualquer relacionamento.
Bj. Célia.

Vivian disse...

Bom dia,Marineide!!

Este texto da Lya é belíssimo!!!
Adorei o que disseste, é bem verdade!! A maioria das mulheres se escravisam e depois de um tempo começam a reclamar...mas nada fazem para mudar!!
Direitos iguais!Sempre, desde o início do casamento!!E funciona!
Posso garantir já que meu casamento é assim!!
Beijos!!!Boa semana querida!!!

Rose disse...

A fragilidade de mulheres e homens não é motivo para vergonha, faz parte de nossa essência.
Podemos aproveitar os momentos em que nos sentimos fortes, são mais produtivos, mas temos que respeitar os momentos frágeis e esperar passar.
Isso acontece muito com meu marido e filhos também, não é exclusividade das mulheres.

Valéria disse...

Oi Marineide!
Você tem toda a razão. Ingredientes como respeito, tolerância e cumplicidade são fundamentais. O desgaste dos relacionamentos passa por aí, em não termos maturidade e colocarmos estes ingredientes em ação.
Beijinhos e uma super semana!

mfc disse...

Um texto que ressalta a compreensão que é bem preciso existir dentro do casal!
Beijos...

edumanes disse...

Canção das mulheres,
Quem as não gostará de ouvir
São belas, não são trapos nem colheres
Terem saúde, serem felizes e poderem sorrir.

Desejo uma boa noite para você.
Um beijo
Eduardo.

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