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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

MITO OU MITÓMANO?


Livro sobre Lula aborda ''homem atrás do mito''

Esta é uma resenha do livro de Nêumanne Pinto, autor de "O que sei de Lula". Vale a pena conferir este livro que é uma radiografia nua e crua daquele que pretendia ser a maior personalidade do mundo...Mito para alguns e Mitómano para muitos, essa figura é controversa e polêmica. Nêumanne também foi entrevistado neste vídeo e esclarece com detalhes o que existe por trás do mito.
Livro sobre Lula aborda ''homem atrás do mito''
http://www.youtube.com/watch?v=vkhZ81tX32M

Resenha:
Resistiu a participar do sindicato, foi contra a aliança de trabalhadores com estudantes, menosprezou o apoio da Igreja Católica, resistiu à campanha das Diretas-Já, vetou a colaboração do PT com o governo Itamar Franco, boicotou a Constituinte de 1988, criticou o Plano Real e considerou "herança maldita" os avanços sociais de Fernando Henrique Cardoso, seu predecessor. Quem construiu esse perfil, antes de chegar à Presidência da República e deixar o poder, ao fim de oito anos de mandato, com mais de 80% de aprovação popular, só pode ser considerado um conservador, e é esta a avaliação do jornalista José Nêumanne Pinto no livro O que sei de Lula (Topbooks, 522 págs.; R$ 69), no qual chega a uma conclusão, no mínimo, surpreendente: "Lula nunca foi de esquerda".

Repórter, editor de política, escritor e, atualmente, articulista do Estado, com mais de 40 anos de profissão, Nêumanne conta, com conhecimento de causa e informações privilegiadas, a história de Luiz Inácio Lula da Silva – a carreira admirável do menino retirante que fugiu do sertão pernambucano e chegou à Presidência. Paraibano de Uiraúna, o autor sabe o que custou a trajetória daquele que é, em sua opinião, o maior político brasileiro de todos os tempos.

"Meu objetivo, ao escrever esse livro, foi descobrir o homem atrás do mito", revela Nêumanne, que consultou biografias, conferiu entrevistas, ouviu testemunhas e revirou lembranças de seus tempos de repórter, para contar os bastidores da carreira de Lula, um personagem fascinante que ele pretende ter analisado com isenção e justiça, apesar da opinião contrária daqueles que não deverão perdoá-lo por estar contando o que sabe.


"Os áulicos de Lula certamente encontrarão na revelação desses incidentes motivos para execrar esse livro, da mesma forma que já condenam o autor, mas não mudarão o fato inexorável de que, como ele mesmo narrou, delatou camaradas menos aptos para levar vantagem pessoal pecuniária no princípio de sua vida profissional".

O autor dá ao ex-presidente o título de "perdoador-geral" dos escândalos que estouraram em sua administração e chama o assessor especial Marco Aurélio Garcia de "bajulador-geral" da República. "Quem conhece Lula – como eu conheço – sabe muito bem que ele não mudou tanto assim desde que emergiu no País como líder dos sindicalistas do ABC paulista até seus dias de apogeu no poder republicano", afirma o jornalista, ao criticar a política externa adotada pelo ex-presidente com relação a Cuba e ao Irã, com assessoria de Garcia e do ex-chanceler Celso Amorim.

Embora considere seu texto imparcial, Nêumanne não resiste à ironia, ao lembrar a formação de poucos estudos de Lula. "Noço guia universal", escreve o jornalista, referindo-se ao ex-presidente.

Dilma Rousseff, na qual Lula apostou seu futuro, abrindo mão de uma eventual e provável reeleição para um terceiro mandato, é a personagem central no epílogo. Um atraso na publicação do livro, que deveria ter sido lançado em dezembro – após a eleição de Dilma, mas antes de Lula descer a rampa do Planalto – acabou dando melhor fecho à história. O que parecia mais especulação ganhou consistência, ao se completarem seis meses de governo. Ao registrar mudanças de rumos, ou pelo menos de estilo, na administração federal, Nêumanne transcreve os elogios que Dilma fez a Fernando Henrique na comemoração dos 80 anos do ex-presidente, a quem definiu como "acadêmico inovador" e "político habilidoso", sem mais referência à "herança maldita" da qual Lula falava na campanha eleitoral.
José Maria Mayrink


Eu me reservo no direito de ficar
calada.............




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Um comentário:

Ajuricaba disse...

Nêumanne é mais um a dismistificar o nove dedos. Por que os imbecís da oposíção não fizeram isso desde 2003? Rabo preso? Medo de se indispor com o povão? Cagões que foram e são.

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RECOMENDO COM LOUVOR