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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

QUANDO A DOR É APENAS DOR

Pessoas lindas, boa tarde!
Quero me desculpar pela ausência mas, estou terminando um relatório que tenho que entregar até dia 28. Como não encontrei ninguém para revisar pra mim, estou fazendo isto também...
Em breve estarei mais presente, inclusive passando para a costumeira visita nos blogs de vocês!

"Cada dor tem a intensidade que lhe damos porque, por sí só, a dor é apenas dor.

Em cada período de minha vida, minha dor sofreu os "enxertos" de minhas interpretações, como não poderia deixar de ser. Com isso ela foi especial, só minha, vivenciada do meu modo.

Não aprendi a interpretá-la de outra forma, pois os que poderiam ter me dito algo sobre ela, revelando-me seus necessários mecanismos ocultos, estavam sobrecarregados com suas próprias limitações que os infelicitavam.

Parece que quando nasci houve dor na alegria. Não cheguei à um porto seguro. Desci minhas bagagens nuas num caís deserto e alguém sómente me perguntou que nome eu queria desta vez, para me ocultar numa nova personalidade.

Vezes sem conta, andei atrás de passos vacilantes e ouvi inúmeras vezes lamentos endereçados à vida.

Em outros e inúmeros momentos, me asseguraram através de mensagens muito sutis, mas poderosas, que este mundo não era seguro pois era governado tirânicamente pela dor.

Assim, durante muito tempo, interpretei a dor como inimiga implacável da felicidade, e não como mestrfa que educa e aponta os Altos Cimos da evolução espiritual.

Houve um dia, porém, em que a dor me sorriu no espelho onde eu via refletidas minhas amarguras cotidianas. Naquele momento, então, compreendi que ela queria sómente um espaço em minha vida para me trazer o remédio que cura, e não para tirinizar-me com suas exigências insuportáveis.

Foi através da dor bem compreendida que aprendi a retirar das minhas reflexões, a poesia que toca de forma sensível os que estão desesperados.

Sendo assim, quando sofro algum impacto emocional que traduzo como desconforto imerecido, permito que minhas reflexões em contínuo crescimento me ofereçam o lado bom das experiências difíceis que não pude evitar.

Por isso, hoje, dou à dor o mínimo de acréscimo pessoal, e desnecessário, para que ela possa transmitir-me sua própria mensagem desvinculada de qualquer compromisso com meus infortúnios que logo passarão".

TARCISIO ALCANTARA
Caxambu(MG), 24-11-2004

Gostaram?
Então comentem...


Beijos carinhosos!




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